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Tuesday, January 4, 2011

O que você esta fazendo aí ? Gustavo Pasetto na AGS

1995
Gustavo Pasetto, Automobiles Gonfaronaise Sportive
AGS JH25B, Ford Cosworth DFR 3.5 V8, Goodyear
Teste, Local desconhecido

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- Muito rara, não?

Quem me enviou essa (e mais uma penca de coisas) foi o sempre atento Rodrigo Carelli.

O teste em questão foi um presente que a equipe AGS concedeu ao piloto paulista, que na época tinha somente 19 anos, por testar e ser candidato a uma vaga na equipe de F-Opel do time. Pasetto não deu muitas voltas, mas para um menino que estava acostumado a andar de kart, deve ter sido uma experiência única.

“Maneirei nas 4 primeiras voltas, mas na quinta eu já atingia 260 km/h no final da reta”

Sunday, November 21, 2010

O que você esta fazendo aí ? Scott Pruett na Larrousse

1988
Scott Pruett, Larrousse Calmels
Lola LC87, Ford Cosworth DFZ 3.5 V8, Goodyear
Teste, Autódromo Fernanda Pires da Silva, Estoril - Portugal

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- Rara foto, nunca tinha visto

Havia apenas dois anos que ele tinha saído do Kart, quando em 1986 se tornou campeão da IMSA (International Motor Sports Association). Em 1988, o ano do teste com a Larrousse, já tinha ganho o campeonato da Trans-Am e mais um do IMSA. Um prodígio.

Seus muitos contatos com a Ford fizeram-no ganhar um teste com a equipe Larrousse nos dias subseqüentes do GP de Portugal de 88. Philippe Alliot ficou encarregado de mostrar o caminho das pedras para Pruett.

Os testes começaram já na segunda-feira, mas somente com Alliot andando e Pruett aprendendo como lidar com o carro e o traçado do Estoril. Na terça, chegou sua vez. A chuva molhou a pista, mas no decorrer do dia ela foi secando, mas não suficiente para ele ir para pista já com os slicks.

Já com o trilho formado, Pruett calçou os carequinhas e acelerou por aproximadamente 30 voltas, ficando a 3 segundos do tempo que Alliot marcou. Pruett estava ciente que estava muito devagar, mas não queria causar uma dor maior em Gerard Larrousse batendo seu carro.

Como já é sabido, Pruett não continuou sua saga na Fórmula 1. Seguiu de volta aos Estados Unidos, onde fez carreira na Cart e Nascar, sendo campeão mais duas vezes da Trans-Am; tri da Grand-Am e também tri das 24 horas de Daytona, ou seja, um currículo vitorioso nos Stock/Protótipos.

Wednesday, June 16, 2010

O que você esta fazendo ai ? Stirling Moss na Tyrrell

1975
Stirling Moss, Elf Team Tyrrell
Tyrrell 006, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Goodyear
Teste, Donington Park, North West Leicestershire - Grã-Bretanha

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- E bota raridade nisso!

Thursday, May 6, 2010

O que você esta fazendo ai ? Andrea Montermini na Ferrari

1991
Andrea Montermini, Scuderia Ferrari SpA
Ferrari 642 (?), Ferrari 3.5 V12, Goodyear
Teste pré-temporada, Autodromo Enzo e Dino Ferrari, Ímola - Itália

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- Remexendo nas velharias...

Sempre me confundo com essas Ferrari do início da década de 90... É a 642 mesmo?

Thursday, January 28, 2010

O que você esta fazendo ai? José Carlos Pace na Shadow (Can-Am)

1972
José Carlos Pace, Advanced Vehicle Systems
Shadow Mk.3, Chevrolet V8
Road America, Elkhart Lake - Estados Unidos (Can-Am)

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- Raridade, hein!

Primeira prova em que Moco se aventurou na Can-Am. Foto bem difícil de se encontrar.
Andou pouco, nesta prova rodou apenas 4 voltas.

Se minhas contas estiverem certas, fez 3 provas por lá. Na última, em Edmonton, conseguiu seu melhor resultado: 4º lugar para ele.

Seu companheiro de equipe foi Jackie Oliver, que correria na equipe de Don Nichols, na Fórmula 1, anos depois.

Talvez essa fosse uma das equipes de Moco na F1...

Pilotos da foto:
#101 José Carlos Pace, Shadow Mk.3
#19 Gary Wilson, McLaren M8E
#13 James Place, Lola T160
#77 Bob Klempel, McLaren M1C
#47 Ed Felter, McLaren M8E
#41 Jim Butcher, Lola T163

Ps. Vocês se importam se eu,de vez enquando, fugir do 'assunto' F1?

Monday, January 11, 2010

O que você esta fazendo aí? Stefan Johansson na RAM March

1981
Stefan Johansson, March Grand Prix Team
RAM March 811, Ford Cosworth V8, Michelin
Teste, Goodwood

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- Em um momento de namoro com minhas revistas, achei uma foto de um fato que nunca antes ouvira falar. Trata-se de um teste feito por Stefan Johansson às vésperas do GP da África do Sul de 1981 (extra-oficial, mas que abria o calendário da Fórmula 1).

Que tal eu trazer estas preciosidades obscuras mais vezes aqui, mesmo algumas delas tendo uma qualidade sofrível?

Sunday, January 3, 2010

O que você esta fazendo ai? Christian Danner (GP do Canadá de 1986) na Arrows

Quem me alertou sobre o fato foi o mestre Pandini. Na ocasião, ele me pedia fotos da passagem de Christian Danner na Arrows em 1986, mais precisamente no GP do Canadá. Pandini me pediu algum instantâneo do fato, coisa que na época não tinha, mas depois que vi magníficas fotos de meu amigo Zermia – um italiano fanático por fotos de Fórmula 1 como eu – o fato voltou à tona.

A passagem não deixa de ser interessante.

15 dias antes do GP do Canadá, Marc Surer – piloto titular da Arrows – se aventurava nos ralis. Para ser mais preciso, Rali ADAC Hessen. Surer e seu amigo e co-piloto, Michel Wyder, colidiram de forma brutal com seu Ford RS200 em uma árvore. O impacto foi tão forte que dividiu o carro ao meio, matando Wyder e ferindo gravemente Surer.

A Arrows então se via então, sem seu segundo piloto. Thierry Boutsen comandava a equipe, porem, o time precisava de um companheiro para o belga. O primeiro nome em mente veio sendo como o de Christian Danner, piloto que tinha um contrato com a Osella, mas que já havia treinado pela equipe nos testes do Rio de Janeiro no início do ano.

Para Montreal, estava acertado, Danner iria correr pela Arrows.

Macacão, carro, tudo pronto para Christian andar pela ilha de Notre Dame, mas se você pegar qualquer site/livro de estatísticas, verá que Danner pilotou para a Osella neste GP. Mas quem disse que ele não sentou na Arrows naquele fim de semana? Na sexta de manhã, lá estava ele, posando dentro do carro nº 17 da equipe.

Só que nem tudo foram flores. Problemas contratuais impediram Danner de competir o GP pela Arrows e Danner sequer deu uma volta com o carro. Sem ter quem “tampasse o buraco” a tempo, a Arrows foi somente com Boutsen para a pista. Danner voltou para disputar seu último GP pela Osella, onde completou somente voltas. Depois do GP, aí sim, Danner seria piloto oficial da equipe Arrows.


Acidente de Marc Surer no Rali de Hessen






Saturday, August 1, 2009

O que você esta fazendo ai ?: Ronnie Peterson na Shadow

1975
Ronnie Peterson, UOP Shadow Racing Team
Shadow DN3B, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Goodyear
IV Grande Prêmio do Brasil, Interlagos, São Paulo



Depois de muito tempo sem fazer uma matéria exclusiva aqui para o F1 Nostalgia, a disponibilidade de tempo premia vocês com um fato que alguns de vocês devem lembrar. Trata-se da possível ida de Ronnie Peterson para a Shadow no início de 1975. Acompanhem.

Para a temporada de 1975, a Lotus mantinha a mesma dupla de pilotos do ano passado (Ickx e Peterson), mas mantinha também, pelo 5º ano consecutivo o mesmo carro, a gloriosa, mas ultrapassada, Lotus 72 (na especificação 'E'). Falar que a dupla de pilotos do time estava desmotivada e sem nenhuma esperança para com o futuro, é desnecessário não é?

Pois bem, na 1ª etapa, disputada no Autódromo municipal de Buenos Aires, a Lotus amarga já uma frustração. Peterson consegue colocar seu carro na 11ª posição no grid, já Ickx, conteve-se com um magro 18º lugar. Na corrida, o sueco sofreu uma perda de combustível e teve que abandonar e Ickx chegou numa 8ª colocação sem brigar com ninguém, e na base dos abandonos. Pouco para o time Lotus

Chegando o GP Brasil, uma certa confusão da Goodyear movimentou ainda mais o GP. Ela trouxe para Interlagos um composto na qual ela julgou ideal, e um mais duro para aguentar bem a pista ondulada e abrasiva de São Paulo. Os treinos foram liberados uma semana antes do GP, e para muitos, só complicou a decisão de quais pneus escolher.

No box da Lotus, a tristeza dos mecânicos era visível e um desanimado Peterson esta mais preocupado em sair daquela equipe e respirar novos ares. A Shadow era a grande menina dos olhos de Peterson, e o sueco flertava forte com a equipe de Don Nichols.

O DN5, o carro de Jarier, se mostrava um dos melhores do grid, vide que JPJ conquistou a pole na corrida da Argentina (Mas não largou devido a uma quebra da coroa e do pinhão antes da largada) e viria a conquistar a do GP Brasil.

Os boatos cresciam cada vez mais que uma troca de assentos entre os carros negros iria acontecer: Pryce na Lotus e Peterson na Shadow. Tanto que, na 4ª feira pré GP, Peterson ficou quase uma hora no box da Shadow, bem em frente, nenhuma barreira o cobria, e ele ficou lá, moldando as medidas do cockpit e da pedaleira. A transação entre eles, se fosse somente por vontade de Nichols e Peterson, já havia sido concluída a muito tempo.

Só que tinha um porém, e um porém dos mais importantes, era o aval de Colin Chapman. Colin não se encontrava em Interlagos, e ficou a cargo de Peter Warr se debater com a imprensa para a revelação de algo, mas ele só esquivava. Uma reunião entre Chapman e Nichols era enormente esperada, mas tal fato não aconteceu.

Somente um telefonema partindo de Chapman revelou que, não viria ao Brasil para acompanhar a corrida e o mais importante, não liberava Ronnie Peterson para correr na Shadow. Bastou isso para Nichols se trancar nos boxes da Shadow e Peterson e a Lotus se abaterem ainda mais.

Quem não gostava nada do assunto era Jarier. Ele queria mostrar serviço, e queria provar para o time que não precisava de Peterson para vencer. Jumper Jarier fez a pole e liderou muitas e muitas voltas antes de um problema na bomba de combustível ceifar sua vitória, que caiu nas mãos de Pace.

Peterson ficou na Lotus até o final do ano, e Chapman lhe iludia dizendo que o time teria um carro vencedor para 76, mas a Lotus 77 não era nada disso, e já na segunda corrida do ano ele saltou para fora do barco e foi parar na March.

Monday, July 27, 2009

O que você esta fazendo ai ?: Ricardo Londoño-Bridge na Lotus

1980
Ricardo Londoño-Bridge, Colin Bennett Racing
Lotus 78, Ford Cosworth DFV 3.0 V8
Pentax Trophy, Silverstone, Grã-Bretanha

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Pilotos rasoáveis por rasoáveis, o mundo estava “cheio”, mas Londoño tinha um grande, grandí­ssimo trunfo na manga, o dinheiro. Com os bolsos cheios de grana para gastar, Londoño conseguiu pela primeira vez, no final deste mesmo ano (1980), pilotar um tão sonhado carro de Formula 1.

RLB pilotou o segundo carro da Colin Bennett Racing, nada mais, nada menos, do que um dos carros mais vitoriosos da Formula 1, o Lotus-Cosworth 78. A prova era a Pentax Trophy, última etapa do campeonato britânico de Formula 1 e disputada no glorioso circuito de Silverstone.

O senhor Colin Bennett estava todo contente em contratar aquele colombiano de 31 anos de idade e que esbanjava dinheiro como poucos. Até reforma na sua Lotus ele fez.

Mas não fazendo jus a Mario Andretti, Ronnie Peterson e a Gunnar Nilsson, Londoño só se classificou em 18º, a frente somente de dois carros de F2! Já na corrida, com a ajuda do excelente carro que tinha em mãos, cruzou a linha de chegada em 7º, mas a uma volta do vencedor (e campeão) Emilio de Villota.
...


Leia aqui a matéria completa que fiz sobre a vida e a morte de Ricardo Londoño-Bridge
 

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