1980
Piercarlo Ghinzani, Dydo Monguzzi F1 équipe
Dywa 010, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Goodyear
XXII Gran Premio della Loteria di Monza, Monza, Monza - Itália
(Clique para ampliar)




Piercarlo Ghinzani, Dydo Monguzzi F1 équipe
Dywa 010, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Goodyear
XXII Gran Premio della Loteria di Monza, Monza, Monza - Itália
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Como estou gostando de falar destas corridas da AFX aqui. A história de hoje remete a um dos maiores fracassos que um carro de Fórmula 1 já fez. Com vocês, o “soberbo” Dywa 01.
Em 1979, Dido (Dydo) Monguzzi chegou a quase entrar na lista de entrada para o GP da Bélgica de Fórmula 1. Seu carro era baseado em um antigo projeto próprio para a F5000 em 1974. Quem pilotaria o bólido seria Alberto Colombo, mas nada ocorreu como planejado e o projeto ficou na gaveta.
Já um ano depois, em 1980, Dydo afirmou que desta vez teria um carro montado e apto para correr. Segundo próprios relatos, a construção e montagem do Dywa 01 foi relativamente simples e fácil. O carango estava pronto para correr. Monguzzi claro, queria começar por baixo, e claro, o campeonato britânico de F1 seria ideal para isso.
Maurizio Flammini testou o carro antes deste GP em monza, porém, de cara percebeu que o local onde colocava suas nádegas era um verdadeiro fiasco, tanto que, no mesmo dia da prova, aconteceria um corriqueiro teste da F2, e ele não hesitou em ir testar a Toleman Hart ao invés de sofrer com o Dywa. Com isso, Flammini deixava o assento livre para um promissor piloto: Piercarlo Ghinzani, que em 1977 havia conquistado o campeonato europeu de F3).
O carro já era uma piada mesmo parado nos boxes. Chegou ao autódromo cheio de pompa em um motorhome translúcido e tudo mais... Porém, não houve quem não sentiu vergonha em ver um carro daqueles na pista.
Assim como em Mônaco, este GP teve seus treinos livres marcados para quita-feira de manhã. Ghinzani deu umas voltas de instalação e nada mais do que isto.
Para a sessão oficial de sábado, Piercarlo deu tudo que o carro poderia dar, mas mesmo assim, provocou risadas enquanto “rasgava” a reta dos boxes de Monza. O carro era lento demais.
5 voltas maus tarde um vazamento de óleo nos freios traseiros encerraram a qualificação do Dywa, que teve a capacidade de levar 20 segundos do 2º carro mais lento do treino, e pasmem, o piloto era um tal de Roy Baker que pilotava um Chevron de F2 (!!!).
O poleman Emilio de Villota, já usando seu clássico Williams Fw07, virou quase 40 segundos mais rápido que Ghinzani, tempo este, que para Monza, é uma eternidade.
O que me deixa mais triste é que não tenho nenhuma foto sequer de Ghinzani pilotando o carro. Se por algum acaso alguém tiver uma AutoSprint do início de julho de 1980, pr favor, dê uma conferida para ver se acha algo.
Depois do fiasco, Monguzzi não mais voltou a dar suas caras em um evento de Fórmula 1, mas anos depois, vendeu o projeto a Fulvio Maria Ballabio, que fez o igualmente sem sucesso “Monte Carlo Team” para “competir” na F3000 em 1985.
