1980
Rick Mears, Parmalat Racing Team
Brabham BT49, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Goodyear
Teste, Riverside International Raceway, Moreno Valley - Estados Unidos
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Rick Mears, Parmalat Racing Team
Brabham BT49, Ford Cosworth DFV 3.0 V8, Goodyear
Teste, Riverside International Raceway, Moreno Valley - Estados Unidos
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Revirando minhas antigas revistas, vi um artigo em que Autosport relata o teste de Rick Mears, atual campeão da CART na época, na equipe Brabham. Lá, o editor americano da revista fez um grande relato.
A pista era a californiana de Riverside, foram 3 de dias de testes num espécie de Approuch da equipe para o GP de Long Beach de 1980. Nelson Piquet e o convidado Rick Mears andariam no BT49 equipado já com uma nova transmissão Weismann-MRD, mais rápida e durável que a anterior.
Os dois primeiros dias de testes ficaram a cargo de Nelson, no terceiro, instalaram chicanes em alguns trechos do circuito para o traçado ficar um pouco mais parecido com o que iriam encontrar em Long Beach.
Piquet andou de manhã, somente a tarde foi que Mears fez seu "debut" em um carro de Fórmula 1. Fiquem agora com o relato de quem pôde presenciar o show:
“Ele deu sua primeira volta devagar, mas já na segunda estava voando baixo e o pessoal dos boxes começou a balançar as cabeças, pois ele estava indo muito rápido muito cedo. Mas não houve erros na pilotagem, ele foi muito suave e andava cada vez mais rápido.(tradução meia boca esta minha, ok?)
O pessoal da equipe continuava a balançar suas cabeças, mas agora, com um sorriso em seus rostos. Eu digo a vocês, aquelas pessoas ficaram muito impressionadas. Ele deu um pouco mais de 30 voltas no carro e não mexeu em nenhuma regulagem, no final, virou um segundo mais rápido que Nelson.”
Mears disse que se pudesse fazer algumas alterações no carro conseguiria andar ainda mais rápido, pois não conseguiu dar tudo do carro nas curvas mais lentas. Andou tão bem que até ironizou o BT49, que era equipado com um V8 aspirado, ao contrário de seu Penske turbinado: “A aderência é boa, mas não melhor que os da Penske em curvas rápidas. Ah, outra coisa, isso não tem potência!”, referindo-se a diferença que um turbo faz, mas elogiou muito os freios do carro.
Estava tudo meio que encaminhado para que Mears ocupasse o lugar de Zuniño a partir GP da França, mas o fato não se concretizou em um episódio ate hoje um pouco dúbio. Alto salário? Talvez esteja por aí a resposta. Ao invés de Mears, Bernie Ecclestone preferiu o pagante Hector Rebaque.
Seria uma dupla e tanta, não?
